O Sistema Solar é o conjunto de planetas que se organizam ao redor do Sol. Devido à sua massa, o Sol exerce uma enorme atração gravitacional sobre esses planetas, mantendo-os em suas órbitas. Os planetas também giram ao redor dos seus próprios eixos, movimento que é chamado de rotação.

Na XXVI Assembléia Geral da União Astronômica Internacional, realizada em 24 de agosto de 2006, foi aprovada uma nova definição de planeta e foi criada uma nova classe de corpos celestes, a dos planetas anões. Conforme essas resoluções, o Sistema Solar passou a ser constituído oficialmente por oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Na classe dos planetas anões estão Ceres, Plutão e Éris.

Mas não são apenas esses elementos que constituem o Sistema Solar. Além do próprio Sol e dos planetas, nele são encontrados outros corpos celestes. Veja a seguir como são classificados os componentes do Sistema Solar.

Estrelas

As estrelas são corpos celestes em cuja constituição predominam os elementos hidrogênio e hélio. Esses elementos se encontram na forma de plasma (o quarto estado da matéria). O que mantém o plasma coeso é a força gravitacional exercida pela grande massa que as estrelas em geral possuem.

A outra característica das estrelas é que nelas ocorrem reações termonucleares, reações que acontecem no núcleo dos átomos dos elementos. Como resultado, o hidrogênio é convertido em hélio, e o hélio, por sua vez, dá origem a outros elementos. Essas transformações liberam uma enorme quantidade de energia, energia que é emitida pelas estrelas em forma de radiação eletromagnética (luz visível, radiação e calor). As estrelas podem apresentar os mais variados tamanhos, massas e cores. O Sol é uma estrela.

Planetas

Os planetas não emitem radiação como as estrelas, mas essa não é a única característica comum entre eles. Para ser considerado um planeta, um corpo celeste precisa satisfazer três pré-requisitos:

  1. Deve orbitar em volta do Sol;
  2. Deve apresentar forma arredondada;
  3. Suas dimensões devem ser bem maiores que as dos corpos celestes vizinhos.

Os planetas do Sistema Solar são classificados em três categorias:

  • Telúricos ou rochosos – Possuem superfície rochosa, como a da Terra, e estão mais próximos do Sol. A denominação telúricos vem do latim Tellus, que quer dizer “Terra”. São também chamados de planetas terrestres. Como não podia ser diferente, o planeta Terra se encaixa nessa categoria, em que também estão os planetas Mercúrio, Vênus e Marte.
  • Jovianos ou gasosos – Constituídos predominantemente de gases, não possuem uma superfície onde seja possível pousar. São também chamados de planetas gigantes, porque apresentam grande volume. A denominação jovianos faz referência a Júpiter, maior planeta do Sistema Solar. Júpiter, Saturno, Urano e Netuno compõem essa categoria.
  • Anões – A União Astronômica Internacional define um planeta anão como um corpo celeste que orbita em volta do Sol e possui massa suficiente para ter forma arredondada, mas, por ser muito pequeno, não consegue “limpar” a vizinhaça da sua órbita. Ou seja, ele satisfaz apenas dois dos três pré-requisitos apresentados acima. Devido ao seu tamanho, o planeta anão convive com outros corpos celestes descrevendo órbitas muito próximas à sua, porque não é capaz de afastar esses corpos como um planeta maior faria. O Sistema Solar possui cinco planetas anões: Plutão, Éris, Ceres, Makemake e Haumea.

Satélites

Os satelites, também chamados de luas, são corpos celestes que descrevem suas órbitas ao redor de um planeta. A Lua é um satélite natural da Terra. Os satélites podem ter formas arredondadas ou irregulares, mas são sempre menos maciços e bem menores que o planeta em torno do qual orbitam. Entretanto, quando considerados isoladamente, os satélites podem ser maiores que outros planetas. Exemplo disso é Titã, uma das luas de Saturno, que é maior que o planeta Mercúrio.

Asteróides

Os asteróides são fragmentos rochosos pequenos e irregulares, “resíduos” da formação do Sistema Solar, ocorrida há mais de quatro milhões de anos. Muitos asteróides orbitam o Sol na região entre as órbitas de Marte e Júpiter, e o agrupamento deles forma o chamado Cinturão de Asteróides.

Cometas

Assim como os asteróides, os cometas são “sobras” do processo de formação do Sistema Solar, mas os cometas são ainda menores. O núcleo de um cometa é formado por pedaços de gelo e rocha, como se fosse uma “bola de gelo suja”.. Quando se aproximam do Sol além da órbita de Júpiter, o calor vaporiza uma parte do gelo, formando uma nuvem em torno do núcleo, que é chamada de cabeleira ou coma.

Quando chegam ainda mais perto, a pressão da radiação e o vento solar empurram os gases e a poeira da cabeleira na direção contrária ao Sol, dando origem a longas caudas. Os cometas liberam partículas de poeira que dão origem ao fenômeno dos meteoros, também conhecidos como estrelas cadentes.