Satélite natural é, por definição, um corpo celeste que orbita outro corpo celeste maior — por exemplo, um planeta anão em volta de uma estrela, ou uma galáxia anã que orbite outra maior. Porém, o termo satélite natural, também conhecido como lua, normalmente se refere a um corpo celeste orbitando um planeta, planeta anão ou corpo menor. Eles também podem ser chamados de planetas secundários.

Satélites do Sistema Solar

Dentre as luas do Sistema Solar, a mais conhecida por nós é a nossa Lua, porém ela não é a única. Os planetas gasosos gigantes — Júpiter, Saturno, Urano e Netuno — possuem, respectivamente, 63, 49, 27 e 13 luas. Marte possui apenas duas luas bem pequenas. Mercúrio e Vênus não têm satélites. A lua da Terra e a de Plutão são proporcionalmente maiores, quando comparadas com o planeta principal.

As luas são sempre menores que o corpo principal, mas isso não significa que elas são pequenas. Prova disso é que Ganimedes, lua de Júpiter, e Titã, lua de Saturno, são maiores que o planeta Mercúrio.

Tipos de satélites

É possível classificar os satélites em três tipos: regulares, irregulares e interiores.

  • Os satélites regulares provavelmente são os que foram formados juntos com o planeta, na mesma nuvem gasosa. Orbitam no mesmo sentido que o planeta principal e de forma estável.
  • Os satélites irregulares possivelmente foram absorvidos pelo planeta depois de sua formação. Já não possuem uma órbita regular e não necessariamente orbitam no mesmo sentido que o planeta principal.
  • Os satélites interiores são os localizados na região dos anéis do planeta principal. Normalmente cumprem a função de manter as rochas dos anéis nos seus devidos lugares.

Principais luas

Marte e seus dois satélites naturais: Phobos e Deimos

Marte e seus dois satélites naturais: Phobos e Deimos

Muitos satélites são apenas formações rochosas ou pedaços de gelo com formas irregulares, porém existem luas que se parecem com planetas por conta da sua forma quase esférica. Dentre esses planetas secundários, destacam-se:

  • Na Terra: Lua
  • Em Marte: Fobos e Deimos
  • Em Júpiter: Amalthea, Io, Europa, Ganímedes, Calisto
  • Em Saturno: Prometheus, Pandora, Epimetheus, Janus, Mimas, Encélado, Tétis, Dione Reia, Titã, Hipérion, Jápeto e Febe
  • Em Urano: Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon
  • Em Neptuno: Larissa, Proteu, Tritão, Nereida
  • Em Plutão: Caronte

Satélite Artificial

Imagem de um satélite artificialSatélite também pode ser um corpo/objeto feito pelo homem e colocado em órbita. Nesse caso, trata-se de um satélite artificial. Esse tipo de equipamento pode gerar lixo espacial, que são pedaços de foguetes ou até mesmo de satélites que se soltam e passam a orbitar em volta do planeta.

Existem satélites artificiais muito importantes que servem para diversas finalidades: observação, localização, estudo, base espacial. Dentre eles estão o telescópio espacial Hubble, os Satélites de Posicionamento Global (GPS), os satélites de telecomunicações e a Estação Espacial Internacional.

O primeiro satélite artificial a ser colocado em órbita foi o russo Sputnik 1. Seu lançamento marcou a corrida espacial na Guerra Fria. Já o lançamento do Sputnik 2 foi histórico por outra razão: nele, o primeiro ser vivo foi mandado ao espaço, a cadela Laika. Desde o início da experiência já se sabia que a cadela morreria no espaço, o que provocou a indignação de entidades e pessoas ligadas à proteção dos animais. Depois de 163 dias no espaço, o Sputnik 2 voltou à Terra, em 14 de abril de 1958, incendiando-se ao entrar na nossa atmosfera.